Leia a história completa
https://brasilescola.uol.com.br/drogas/cocaina.htm
https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2009/11/05-estudo-do-unodc-mostra-crescimento-das-drogas-sinteticas.html
Por exemplo, na Vila Soma, em Sumaré, a distribuição de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade, combinada com a testagem da população, contribuiu para que as pessoas tivessem condições econômicas de manter o distanciamento social, reduzindo os impactos da Covid-19. "A pandemia não só revelou desigualdades, como as produziu e continua produzindo de forma gritante, nos resultados de saúde entre grupos populacionais". Os convidados debateram a necessidade de os diferentes profissionais, especialidades e instituições reunirem esforços para promover a saúde global. "Nossa meta é integrar saberes na Universidade e usar nossa expertise e estrutura para pensarmos em soluções para a sociedade", explica Marcelo Mori, coordenador do Hub.
"Naquele momento, tínhamos que dar uma resposta imediata à comunidade. E a universidade se uniu para enfrentar o desafio. O Hub de Saúde Global pretende verificar os problemas da comunidade e responder a eles unindo diferentes saberes", comenta Maria Luiza Moretti. Nos dias 26 e 27 de maio, a Unicamp realizou mais uma edição dos Fóruns Permanentes, com o tema “Desafios em Saúde Global e Soluções Inovadoras”. No encontro, foi debatida a aplicação de conhecimentos e práticas interdisciplinares e a importância de parcerias para garantir a saúde da população mundial, respeitando as particularidades e solucionando os desequilíbrios das diferentes regiões do globo.
Ao considerar o seu significado como atividade desenvolvida por governos ou povos de dois ou mais países, ela já existia no século 2 a.C, ocasião em que China, Japão e Coreia faziam intercâmbio de conhecimentos e práticas médicas. No entanto, na definição convencional, que a considera atividade realizada por profissionais ou instituições de nações ricas em países menos desenvolvidos, ou aquela praticada por agências internacionais de saúde, remete aos séculos 16 e 17, período em que as potências coloniais estabeleceram as primeiras clínicas nas regiões conquistadas. Por último, a criação da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1948, com a participação de representantes de 18 países, consolidou-se como o mais amplo e influente fórum de discussão de saúde internacional. Complementar, porém com significado distinto, a saúde global foi proposta pela OMS a partir de 1990, ao solicitar considerações acerca das necessidades da população de todo o planeta, acima dos interesses de nações, em particular. O mapa da Figura 1, que trata da distribuição da força de trabalho em saúde nos países a partir de um indicador de densidade, demonstra o alcance e a metodologia empreendida pelas propostas e políticas de saúde global.
coletividade, a interdisciplinaridade e ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde humana. “Nesse contexto é necessário, cada vez mais, planejar ações em conjunto entre os países, prova disso foi a pandemia da Covid-19, e que exige um esforço contínuo e conjunto de uma pluralidade de atores e instituições para o enfrentamento de doenças, agravos, acidentes e desastres que unem e relacionam populações em diversos territórios, contextos sociais, econômicos e culturais”, destaca Newton. A importância da atenção dirigida a migrantes e refugiados é assinalada igualmente pela OMS, que em janeiro divulgou seu próprio relatório, também baseado em revisão de literatura sobre o tema. As iniciativas estão em consonância com os objetivos do Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, acordo promovido pela ONU e a partir do qual mais de 160 países sinalizam, desde dezembro, intenção de seguir boas práticas relacionadas à migração. O pacto é visto pelos pesquisadores da Comissão UCL-Lancet como uma “oportunidade sem precedentes” para ações que visem melhorar o acesso de migrantes à saúde.
O objetivo do trabalho é discutir a construção da chamada saúde global, identificando seus usos políticos e epistemológicos. O uso retórico dos indicadores de saúde globais e suas relações com os processos de globalização são tratados como analisadores. Realizou-se pesquisa bibliográfica e documental, cuja análise partiu de uma perspectiva crítica e construcionista da produção de conhecimento e dos processos de globalização na saúde, tendo como referência a obra do sociólogo Boaventura Santos. Apesar do uso do adjetivo global, o trabalho destacou a disputa política e epistemológica em curso nas relações entre globalização e saúde, e o uso retórico de indicadores de saúde globais para a construção de políticas para países pobres e em desenvolvimento. Considerou-se que esta estratégia visa influenciar sistemas nacionais de saúde numa perspectiva transcultural e colonizadora, apagando os saberes, as tradições e modos de subjetivação locais. Como disciplina e área prática, a saúde internacional investiga a temática por meio do estudo dos processos e das relações que envolvem o poder mundial, afetando os perfis epidemiológicos e a organização dos sistemas de saúde em cada uma das nações.
Garantir os direitos dos migrantes, em especial o acesso à saúde, é necessário para que todos, inclusive a sociedade que os acolhe, beneficiem-se desse movimento. Essa é a principal conclusão do relatório sobre migração e saúde que acaba de ser divulgado pela revista científica britânica The Lancet em parceria com a University College London (UCL), na Inglaterra. A partir de evidências obtidas em extensa revisão de estudos sobre o tema, o documento contesta estereótipos e mostra o hiato existente entre os serviços de saúde disponíveis aos migrantes e suas reais necessidades.
equidade e de ampliação da autonomia das pessoas e dos povos. “A literatura indica que populações que arredondam os números com menos frequência geralmente têm capacidades numéricas mais elevadas”, esclarece Monasterio. Assim, quanto maior a frequência de números arredondados, menor o enumeramento – relação baseada na premissa de que a precisão com que se trata os números é proporcional à complexidade das situações em que são utilizados, como as transações comerciais. Esse fato ecoa em dados da década de 1920, quando, segundo o recenseamento, 23% dos brasileiros eram alfabetizados, diante de 52% dos estrangeiros. Em um país que se urbanizava rapidamente, esse maior capital humano dos recém-chegados fez com que se concentrassem em atividades econômicas mais qualificadas do que os brasileiros. "O setor da saúde utiliza pouco os serviços climáticos. Barreiras institucionais reduzem sua implementação", argumenta.