Oficina De Educação Alimentar E Nutricional Na Universidade Para Terceira Idade Mundo Livre: Revista Multidisciplinar

· 4 min read
Oficina De Educação Alimentar E Nutricional Na Universidade Para Terceira Idade Mundo Livre: Revista Multidisciplinar

No entanto, ainda existem poucos relatos associados às alterações decorrentes na geriatria (Russel, 1992). Para este autor, a forma como o alimento é identificado pelo idoso está sob a influência de diversos fatores bastante comuns na geriatria, como utilização de medicamentos, estado nutricional, higiene oral, estado do sistema nervoso central e hábito de fumar. O estado de ânimo do idoso para ingerir o alimento é, muitas vezes, modificado por atitudes simples, como posicionar-se confortavelmente à mesa em companhia de outras pessoas. Os levantamentos que comparam participantes idosos de Programa de Alimentação com não participantes mostraram que o fornecimento de energia, e a ingestão de proteína, vitaminas e minerais pelo primeiro grupo foi aumentado (Podrabsky, 1995). Isso indica que a integração realmente tem conotação social muito importante na alimentação do idoso e influencia na aceitação ou na recusa do alimento (Nogués, 1995). Os idosos apresentam condições peculiares que condicionam o seu estado nutricional.
Alguns pontos devem ser considerados, como a dificuldade de engolir e desnutrição por exemplo.” – afirma a nutricionista. Estudos apontam que alguns micronutrientes oferecidos pela suplementação podem ser determinantes no tratamento do câncer, aumentando a imunidade do paciente e dando mais resistência ao organismo durante seu tratamento. Muitas pessoas só passam a ter hábitos saudáveis e praticar exercícios após o diagnóstico de uma doença crônica ou degenerativa, porém é fundamental que atitudes sejam mudadas visando a qualidade de vida e até como forma de prevenção.

Nutrição para idosos


Que se caracteriza pela perda de peso, fadiga, instabilidade postural e ficam sujeitos a doenças agudas. Como ressalta Pereira e Spyrides (2016) que a perda de peso tem relação proporcional com o avançar da idade, idosos mais longevos são mais propensos à perda de nutrientes. Assim como o nascimento, o envelhecimento é um processo natural, biológico, um fenômeno mundial. A população idosa no Brasil só cresce (IBGE, 2018) e em meio a esse crescimento é necessário garantir a essa população um envelhecimento saudável, através de políticas públicas que garantem ao idoso os seus direitos fundamentais, como o de uma alimentação adequada para preservar sua saúde e bem-estar. Conforme Russel (1992), é importante compreender os efeitos da idade no trato gastrintestinal, pois as mudanças podem afetar a necessidade nutricional da população idosa, bem como a sua dose de necessidade de medicamentos. O Brasil, à semelhança dos demais países latino-americanos, está passando por um processo de envelhecimento rápido e intenso.

Nutrição para idosos


Explore as possibilidades
Parente; Pereira e Malta (2018) explicam que diversos fatores influenciam no comportamento alimentar do idoso, como o local onde eles habitam, que determina seu estado alimentar e a qualidade de vida do idoso. Pois, aqueles que estão inseridos em um ambiente adequado, apresentam uma melhor alimentação, que aqueles que vivem na solidão e convivem com dietas monótonas, são fatores de risco que interferem qualidade alimentar do idoso. A má alimentação é um componente de fragilidade em idosos, sendo muitas vezes sub diagnosticada, por isso, a detecção precoce possibilita uma intervenção antecipada e suporte nutricional ao idoso. Outro aspecto a ser considerado em relação à saúde do idoso é o estado nutricional. Segundo Otero4, o distúrbio nutricional mais importante observado entre eles é a desnutrição energético-protéica (DEP), associada ao aumento da mortalidade e susceptibilidade às infecções e à redução da qualidade de vida.
O objetivo deste trabalho foi promover hábitos alimentares saudáveis em um grupo de idosos institucionalizados da cidade de Limeira, São Paulo. Tratou-se de um estudo de intervenção, to tipo “antes e depois” com uma amostra de 23 idosos, 13 mulheres e 10 homens, com idade entre 69 e 80 anos, residentes no recanto Nossa Senhora do Rosário. Foram estabelecidas visitas semanais e as impressões sobre o processo educativo foram registradas em diário de campo. Nas duas primeiras semanas, observou-se o cardápio habitual do recanto desde o preparo até o momento em que a refeição foi servida. O valor energético total girou em torno de 1500 kcal a 1600 kcal, com distribuição adequada para macronutrientes, limítrofe ou inferior a recomendada para micronutrientes e fibras, e aumentada  para gordura saturada.
Uma alimentação saudável para idosos propicia maior energia para enfrentar a rotina, além de melhorar a aparência e a autoestima. Quando o corpo está bem, há maior sensação de felicidade, por dentro e por fora. O envelhecimento acaba sendo acompanhado pelo uso de medicamentos, o que pode levar a alterações do apetite e do paladar, à sensação de sede e à diminuição na absorção de nutrientes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), ressalta que o idoso é toda pessoa com idade superior a 60 anos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em 2018 relevou que a população idosa do Brasil é representada por 13% e esse número tende a dobrar nas próximas décadas (IBGE, 2019)[4]. No que concerne aos nutrientes, a ênfase tem sido na diminuição da absorção de cálcio no intestino, com a idade em ambos os sexos, devido, provavelmente, às alterações nos vários processos de transporte (Shuman,1998). Nesse sentido, os hábitos alimentares do indivíduo idoso são muito influenciados pelas alterações sensoriais, o que reflete um quadro latente de anorexia em maior ou menor grau, dependendo da intensidade. A visão prejudicada é outro fator também comum nas pessoas idosas, o que pode levar à diminuição do apetite, em decorrência da diminuição do reconhecimento dos alimentos e da habilidade de alimentar-se. A maioria dos nutrientes é necessária em todas as fases da vida de uma pessoa, no entanto, de acordo com a faixa etária em que se encontra, o organismo pode apresentar diferentes níveis de dependência de cada um deles.


Saiba os prós e contras de
O desenvolvimento da sarcopenia no indivíduo compromete a qualidade de vida e faz com que o idoso necessite de cuidados específicos para realizar as atividades básicas do dia a dia. O projeto propicia melhorias na qualidade de vida dos idosos por meio de avaliações das condições nutricionais e físicas, e da elaboração de cardápios adequados de alimentação. As alterações sensoriais podem estar associadas ao decréscimo do apetite nas pessoas idosas (Rolls,1992). Essas mudanças abrangem declínio e eventual perda da acuidade visual, audição, olfato e sensação de gustação (Rivlin, 1981; Chernoff, 1987; Podrabsky, 1995). Estas alterações são parciais e afetam o comportamento alimentar do idoso, conforme Cooper citado por Arhontaki (1990). Dentre todas as mudanças sensoriais, o olfato e a gustação interferem mais diretamente na ingestão de alimentos (Chernoff, 1987; Jurdi-Haldeman, 1988; Nogués, 1995), e de acordo com Moriguti (1998), a visão prejudicada também a influencia negativamente.