A obesidade é uma doença crônica, decorrente do excesso de tecido adiposo no organismo, e associa-se a morbidades (hipertensão arterial, dislipidemia, intolerância à glicose, esteatose hepática) em curto e longo prazo. Na faixa etária pediátrica, o excesso de peso atinge 15% das crianças menores de 2 anos, 12% daquelas entre 2 e 5 anos e 25% daqueles entre 5 a 10 anos. Além disso, os hábitos alimentares familiares afetam a nutrição das crianças, visto que o consumo de alimentos processados e ultraprocessados é cada vez maior. Crianças expostas a ambientes que propiciam a obesidade infantil favorece também a ingestão de alimentos pobres em nutrientes, fundamentais para o desenvolvimento adequado. Dificuldade em estabelecer um bom controle de saciedade é um fator de risco para desenvolver obesidade, tanto na infância quanto na vida adulta. Quando as crianças são obrigadas a comer tudo o que é servido, elas podem perder o ponto da saciedade.
Quando falamos no tratamento da obesidade infantil, é preciso ter em mente que estamos falando de um contexto complexo e multidisciplinar. Isso porque tratar essa doença em crianças passa por mudanças de comportamento e estilo de vida, que vão muito além dos aspectos médicos. Vale ressaltar ainda que há outros comportamentos que podem ser incentivados entre as crianças, para que o corpo se desenvolva de maneira saudável e adequada.
Os programas de tratamento que envolvem crianças e adolescentes com sobrepeso em atividade física e ginástica rigorosa demonstram benefício significativo na obtenção de perda de peso e na melhora do preparo físico. No entanto, a maioria dos programas descritos é programada para um período de até 10 meses, com tratamento continuado e intenso, necessitando de incentivo para que os participantes permaneçam, o que pode não ser aplicado na prática diária62,66. Os resultados de programas não são tão alentadores, embora, em crianças usuárias, os resultados sejam melhores62,67. A nutricionista e especialista em saúde pública chama a atenção para o fato de que o estudo identificou uma prevalência maior excesso de peso entre as crianças menores, de até 23 meses de idade, com 23% delas acima do peso.
“Uma criança até cinco anos de idade é considerada obesa se tiver percentil acima de 99; e acima dos cinco anos se tiver um percentil de 97 e IMC entre 35 e 40”, afirma a pediatra. “Há estudos que demonstram que crianças obesas têm qualidade de vida pior do que as que têm câncer, porque enquanto estas são acolhidas, as obesas são estigmatizadas e culpadas por sua condição”. "Para as crianças, a atividade física é feita principalmente em jogos e brincadeiras ou em atividades mais estruturadas, como a participação em escolinhas de esportes e em aulas de educação física", diz a cartilha.
“Sempre que puder, varie a oferta de alimentos ao longo do dia e ao longo da semana”. No passado a obesidade era um fenômeno concentrado principalmente entre adultos, mas aos poucos ela foi atingindo também os adolescentes, as crianças mais velhas e agora as de menos de 5 anos”, disse Inês Rugani, pesquisadora do Enani-2019, à BBC News Brasil. Geralmente, para determinar se um indivíduo é ou não obeso, utiliza-se o Índice de Massa Corpórea (IMC), entretanto, esse índice não é adequado para crianças e adolescentes. De acordo com o Ministério da Saúde, mais parâmetros são utilizados para esse grupo, e, além de analisar o IMC, o que deve ser feito de acordo com a idade, considera-se fatores como estatura para a idade, peso em relação à estatura e peso em relação à idade. https://brasilescola.uol.com.br/drogas/drogas-sinteticas.htm Obesidade infantil é um problema grave e que pode desencadear doenças crônicas quando o indivíduo estiver adulto. E o pior que nos últimos 30 anos o contingente de gordos aumentou 5 vezes, ou seja, aproximadamente 6,5 milhões de crianças e adolescentes são obesos.
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É unanimidade que o instinto materno é uma dos melhores formas para reconhecer alguns sintomas do be... Uma forma interessante de descobrir novas atividades é levá-lo a clubes ou a academias que ofereçam aulas variadas, como lutas e dança. Desse modo, o jovem pode assistir um pouco de cada aula, observar as características dos alunos e associar essa dinâmica às habilidades e preferências que ele possui. Não esqueça que é importante levar sua criança em um médico cardiologista para que uma avaliação do sistema cardíaco seja realizada.
Na prática, uma criança obesa que não tem sua condição tratada e se transforma em um adulto obeso corre mais risco de ter uma vida mais curta e cheia de desafios relacionados à sua saúde. Neste texto abordaremos a obesidade infantil, destacando suas causas e consequências e apresentando alguns dados relevantes sobre o problema. No Brasil, cerca de 15% das crianças estão acima do peso, de acordo com o professor Hugo Tourinho Filho, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP. É importante que a criança possa ter acompanhamento psicológico, caso necessário, como parte do tratamento contra a obesidade. Assim, conforme a pesquisa, crianças que dormem tarde e acordam cedo para suas atividades escolares, apresentam maior concentração de gordura na região abdominal.