A abordagem visa melhorar a eficácia, a relação custo-efetividade e a sustentabilidade do controle, ecologicamente adequado, de doenças transmitidas por vetores. Resumidamente, a adoção do MIV obedece a um processo cíclico que envolve análise situacional, desenho de operação e planejamento, implementação, monitoramento e avaliação. Todos as equipes e laboratórios de entomologia da Sesa realizam a investigação básica da biologia e distribuição dos vetores para dar suporte aos programas e avaliar o impacto das ações de controle das doenças. https://pt.wikipedia.org/wiki/Droga Em colaboração com a Vigilância Epidemiológica e os agentes de endemias, as equipes realizam planejamento mensal e fazem cotidianamente a captura e análise laboratorial de vetores. É esse trabalho, por exemplo, que identifica os municípios com infestação pelo Aedes aegypti, divulgados semanalmente no Boletim Epidemiológico da Dengue.
O sucesso do programa de controle da transmissão vetorial da doença de Chagas tem sido consolidado pelo esvaziamento da área rural do país1. Suas atividades incluem captura, identificação e análise de infectividade dos vetores Aedes aegypti (dengue, chikungunya e zika), Anopheles (malária), triatomíneo (barbeiro) (doença de Chagas), e lebotomíneo (leishmaniose). É a partir dos resultados dessas análises que são definidas as estratégias mais adequadas para combate a esses vetores, considerando os impactos à população e ao meio-ambiente.
Foram também ensaios laboratoriais que determinaram em 2009 e 2010 a troca de inseticidas utilizados no fumacê por causa da resistência do mosquito da dengue aos produtos utilizados até então. Em 2009, o inseticida Deltametrina foi substituído pelo Malation e, em 2010, o larvicida organofosforado usado foi trocado regulador de crescimento Diflubenzuron. https://brasilescola.uol.com.br/drogashttps://www.gov.br/pf/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/relatorio-de-drogas-sinteticas-2021/relatorio_drogas_sinteticas_2021___versao_final___revisado_ljm___edb_assinado_assinado.pdf A vigilância entomológica realizada pelas equipes municipais de saúde, faz a observação e avaliação de informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente. É baseada em indicadores para detectar a presença, a distribuição geográfica e a densidade dos insetos no tempo e no espaço, permitindo estimar os riscos de transmissão de patógenos. Tem como finalidade recomendar e direcionar medidas de prevenção e controle, preferencialmente por meio do manejo integrado de vetores (MIV).
A Coordenação de Entomologia também realiza supervisão e reunião técnica nos laboratórios de entomologia dos Centros Regionais de Saúde. Nos anos de 2020 e até 22 de julho de 2021, a Sespa recebeu um total de 78 insetos de três espécies para análise pelo Laboratório de Entomologia Estadual. “Apesar da pandemia de Covid-19, foram implantados PITs em Muaná e São Domingos do Capim em 2020; e neste ano, mais dois, sendo um em São Sebastião da Boa Vista e um em Cametá”, informou. Após três dias de debates e análises, chegou ao fim a primeira oficina para avaliação de lições aprendidas... A recomendação principal neste controle é eliminar espaços e recipientes que acumulem água e evitar o novo acúmulo. Quando não puderem ser descartados, a orientação é que sejam devidamente vedados ou, ainda, tratados.
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou predadores. Essa condição é dada naturalmente por meio de dentes modificados, aguilhão, ferrão, quelíceras, cerdas urticantes, nematocistos entre outros. Confira abaixo informações diversas sobre Doenças por Vetores (Dengue, Chagas, Chikungunya, Febre Amarela, Malária, Zika vírus) e Doenças por Zoonoses (Acid. Animais Peçonhentos, Atendimento Antirrábico/ Raiva Humana, Leishmaniose, Leptospirose, Doença de Lyme, Febre Maculosa e outras Riquetisioses, Hantaviroses e Tétano Acidental e Neonatal).
As doenças transmitidas por vetores afetam as populações mais pobres, particularmente onde há falta de acesso à moradia adequada, água potável e saneamento. Nas últimas duas décadas, muitas doenças importantes transmitidas por vetores reapareceram ou se espalharam para novas partes do planeta. Mudanças ambientais, aumento substantivo de viagens e do comércio internacional, mudanças nas práticas agrícolas e uma rápida urbanização não planejada estão causando aumento no número e na disseminação de muitos vetores em todo o mundo e tornando novos grupos de pessoas vulneráveis.
Nas CRES, as equipes de entomologia funcionam com até 20 profissionais, com no mínimo dois agentes de campo, que fazem a captura de vetores no ambiente, e três técnicos de laboratório, que realizam os ensaios. No ano passado, o Curso de Especialização Lato Sensu em Entomologia Médica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) formou no Ceará, com apoio da Sesa, 17 técnicos com atuação na área de entomologia nas CRES de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Russas, Baturité, Sobral, Maracanaú, Tauá e Canindé. Para o trabalho, os profissionais dispões de armadilhas, lupas e microscópios biológicos e estereoscópicos. No último ano foram reformados os laboratórios de entomologia de Baturité, Russas, Brejo Santo e Juazeiro do Norte.
Em Sobral, a equipe de entomologia da CRES faz a investigação do vetor da peste, doença bacteriana transmitida através da picada de pulgas infectadas. As equipes também realizam investigações eventuais como resposta a manifestações epidemiológicas de agravos à saúde. A cada ano, mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo são infectadas e mais de um milhão vem a óbito por doenças transmitidas por mosquitos, moscas, carrapatos, caramujos e outros vetores.
No Dia Nacional da Saúde, comemorado nesta quinta-feira (05), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) faz um balanço positivo das ações de controle das principais endemias transmitidas por vetores que acometem a população paraense, tais como malária, dengue, doença de Chagas e leishmaniose. A Gerência tem como função planejar, organizar, orientar, normalizar, coordenar e supervisionar as atividades de vigilância epidemiológica das zoonoses, monitorando, assessorando tecnicamente e avaliando seu comportamento epidemiológico para o desenvolvimento de ações de prevenção e controle. Métodos para controle de vetores compreendem toda prática que busca a prevenção, repressão ou exclusão de um organismo vetor de doenças.
As doenças transmitidas por vetores são causadas por patógenos e parasitas em populações humanas. Todos os anos há mais de um bilhão de casos e mais de um milhão de mortes por doenças transmitidas por vetores mundialmente, como malária, dengue, esquistossomose, tripanossomíase africana, leishmaniose, doença de Chagas, febre amarela, encefalite japonesa e oncocercose. É responsabilidade do Suporte Laboratorial, planejar, orientar, realizar controle de qualidade e coordenar as atividades laboratoriais de vigilância epidemiológica referente à entomologia. Além disso, responde pela taxonomia de animais peçonhentos, carrapatos e pulgas, flebotomíneos, triatomíneos, morcegos, ovos e larvas de culicídeos (Aedes aegypti, Aedes albopictus, entre outros), insetos em geral.