Os gargalos ficam mais evidentes em situações como a dos surtos de sarampo enfrentados por diversos países do mundo, incluindo o Brasil. Por ter uma produção local forte, liderada por Bio-Manguinhos e pelo Instituto Butantan, o país está menos vulnerável, avalia o pesquisador. A ministra também citou a pandemia, causada pelo Covid-19, e a necessidade de investimento na preparação, com sistemas de alerta precoce, para prever riscos. Contudo, advertiu que apenas prever as emergências de saúde não é suficiente se os países não obtiverem a capacidade de resposta adequada.
O reconhecimento de que o acesso universal a cuidados de saúde e a medicamentos tem um impacto sobre a pobreza e a inclusão social levou à formulação e implementação de diversas intervenções para melhorar o fornecimento, o acesso e a qualidade dos serviços de saúde. A publicação é resultado da colaboração entre o IPC-IG e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e conta com artigos assinados por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e de outras unidades da instituição. Para evitar prevenir e tratar todas essas doenças, que tiram a vida de milhões de pessoas pelo mundo, além das atitudes individuais, como a prática regular de exercícios e a manutenção de uma alimentação saudável, fazem-se extremamente necessárias as políticas públicas de promoção de saúde.
Por isso, a garantia do acesso universal a serviços de saúde de qualidade é uma das condições mais importantes para que o terceiro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU seja alcançado. Esses países apresentam baixa industrialização e economia dependente dos países desenvolvidos. São considerados vulneráveis economicamente e apresentam expressivos setores agrícola e de serviços. As taxas de mortalidade infantil, mortalidade e natalidade são altas, indicando problemas sociais ligados, principalmente, à saúde, como má nutrição e falta de acesso a medicamentos. Assim, algumas classificações consideram como países em desenvolvimento aqueles cuja qualidade de vida da sociedade varia entre média e elevada e cujo setor industrial, por ser recente, encontra-se em desenvolvimento. São, geralmente, menos industrializados que os países desenvolvidos e mais industrializados que os países subdesenvolvidos.
O PIB per capita, que representa o produto interno bruto dividido pelo número de habitantes, desses países não excede o valor de 750 dólares. Apesar do progresso, mais de 6 milhões de crianças continuam morrendo, anualmente, antes de completarem o quinto aniversário. Muitas, por conta de doenças que podem ser prevenidas, como a tuberculose e o sarampo.
As nações subdesenvolvidas foram, geralmente, exploradas e colonizadas, o que explica em partes essa relação de dependência. O grau de industrialização nesses países é baixo, e a economia é dependente dos países mais avançados. A economia é representada, principalmente, pelos setores da agricultura e serviços, o que demonstra vulnerabilidade econômica. As taxas de natalidade e de mortalidade são, geralmente, altas, indicando problemas relacionados à saúde, como má nutrição e déficit em políticas públicas que atendam à população. De acordo com a ONU, são classificados como países subdesenvolvidos aqueles que possuem indicadores sociais e econômicos baixos.
A economia desses países apresenta dependência das grandes potências, e a distribuição de renda é ainda heterogênea. Médica graduada na Universidade da Costa Rica em 1982, a representante é também mestre em epidemiologia e doutora em medicina e cirurgia, tendo lecionado por três anos na Universidade do Texas. Ela atua há mais de três décadas na área de saúde pública e já trabalhou com diversos temas, entre eles cooperação internacional em saúde, fortalecimento de serviços e saúde, prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis, atenção primária de saúde e acesso universal à saúde. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são considerados subdesenvolvidos os países que apresentam baixos indicadores socioeconômicos. Os indicadores sociais de saúde, educação e nutrição são baixos, o que indica diversos problemas sociais, como fome, miséria e desemprego.
“O Brasil está com espírito revigorado para desempenharmos um papel de liderança na remodelagem de um paradigma que contribua para assegurar que todos tenham acesso a cuidados de saúde acessíveis e de qualidade”. A crescente crise da COVID-19 ameaça atingir países em desenvolvimento de forma desproporcional, não apenas como uma crise de saúde em curto prazo, mas também como devastadora crise social e econômica ao longo dos próximos meses e anos. Trata-se de estudar seqüências de DNA que expressam produtos gênicos (codificadoras) em tecidos normais e em diversos tipos de tumores. Com isso, busca-se localizar quais genes estariam influenciando o desenvolvimento de tais tumores. Enquanto o grupo brasileiro extrai informações da parte central dos genes (através da técnica Orestes, criada no Brasil), a equipe norte-americana estuda especialmente as extremidades dos genes. Este material é investigado através dos chamados chips de DNA, que permitem colocar milhares desses arranjos em uma lâmina e estudar a sua expressão.
Clique para ver mais "É importante que a gente tenha a noção de que essa produção local acaba garantindo acesso de populações a esses insumos de uma forma mais economicamente sustentável", afirma Krieger. "É um dos poucos mercados do mundo em que a demanda é maior que a produção. Principalmente para alguns tipos de vacinas". Descubra mais Pfizer, Merck, Sanofi-Aventis, Bayer, Eisai e outras têm feito parcerias em P&D de novas drogas e na distribuição de medicamentos a populações afetadas. Nos últimos dois anos foram lançados, entre outros, dois medicamentos antimalária e um novo tratamento para estágios avançados de doença do sono. Quase 40 anos após o lançamento dos dois únicos remédios disponíveis para doença de Chagas, foi anunciado, em 2009, um acordo entre a DNDi e a Eisai para teste de um novo medicamento contra a doença.