Para responder perguntas como essa é muito importante que os campos identidade de gênero e orientação sexual sejam preenchidos na ficha dos pacientes que dão entrada nas unidades de saúde da Prefeitura. Quatro substantivos simples que fazem muita diferença, sobretudo quando é necessário buscar qualquer tipo de atendimento de saúde. Hoje, 28 de junho, é celebrado o Dia do Orgulho LGBT, em alusão a um episódio violento de abordagem policial sofrida por um grupo em Nova York, em 1969, reconhecida como a Rebelião de Stonewall.
Leony (2006, p.1) caracteriza a homofobia como o ódio explícito, persistente e generalizado; manifesta-se numa escala de violência desde as agressões verbais subsumidas nos tipos penais contra a honra até os extremados episódios de violência física, consumados com requintes de crueldade. A partir desse cenário, é nossa intenção compor material reflexivo que permita aos profissionais da saúde identificar fatores que podem interferir de maneira substancial no processo de saúde da população LGBT, de maneira a fornecer subsídios para discussões e elaborações de práticas em saúde mais focadas nas necessidades dessa população. Esses projetos sociais reais são apenas alguns exemplos das diversas iniciativas existentes no Brasil que se dedicam a promover a saúde e o bem-estar da comunidade LGBTQIA+, oferecendo suporte, atendimento médico especializado e ações de prevenção, com o objetivo de reduzir as desigualdades e fortalecer os direitos dessa população. A Casa 1 é uma iniciativa que visa oferecer abrigo temporário, assistência social, apoio psicológico e atendimento médico para jovens LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade. Além disso, o projeto também realiza atividades educativas, culturais e de capacitação profissional, visando promover a inclusão social e a saúde integral desses jovens.
Cimar destaca que o IBGE entende a importância do tema e está atento à demanda da sociedade por esses dados. Por isso, desenvolveu na PNS, uma das maiores e mais importantes pesquisas de saúde no Brasil, questão específica sobre a orientação sexual. A metodologia da PNS viabiliza o estudo desse tipo de informação e ainda possibilita o cruzamento com outros dados da pesquisa, como violência, trabalho, saúde mental, estilos de vida, etc. Cerca de 2,9 milhões de pessoas se declararam homossexuais ou bissexuais, no país, em 2019, o que correspondia a 1,8% da população adulta, maior de 18 anos. Os dados divulgados hoje (25) pelo IBGE, são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) - Quesito Orientação Sexual, que investigou, pela primeira vez, e em caráter experimental, essa característica da população brasileira.
Nas capitais o percentual de pessoas declaradas homossexual ou bissexual foi de 2,8%, acima da média nacional (1,8%), destacando-se Porto Alegre (5,1%), Natal (4,0%) e Macapá (3,9%). “Isso sugere que pessoas com maior nível de instrução e renda têm menos barreiras para declarar sua orientação sexual ou ainda maior entendimento dos termos usados”, observa Maria Lucia. “A proporção de pessoas que disseram não saber ou se recusaram a responder foi maior entre aquelas com menor nível de instrução e rendimento”, acrescenta. “O maior percentual de jovens que não souberam responder pode estar associado ao fato de essas pessoas ainda não terem consolidado o processo de definição da própria sexualidade. Resultados semelhantes foram obtidos em pesquisas realizadas em outros países, como o Reino Unido, por exemplo”, afirma Maria Lucia. Os jovens de 18 a 29 anos apresentaram o maior percentual de pessoas que se declararam homossexuais ou bissexuais (4,8%).
https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-avalia-efeitos-neurotoxicos-de-drogas-sinteticas-no-cerebro Já 2,3% não quiseram responder, o que corresponde 3,6 milhões de pessoas, número maior que o total da população que se declarou homossexual ou bissexual (2,9 milhões). Veja as opções disponíveis Pesquisas sugerem que homens que fazem sexo com homens são tão propensos a enfrentar violência por parceiro íntimo quanto mulheres heterossexuais, mas homens que fazem sexo com homens podem hesitar em procurar ajuda porque temem que revelar sua orientação sexual a outros os coloque em maior perigo. Essa situação se agrava devido à possibilidade de anonimato em relação ao conteúdo disponibilizado na internet, o que dificulta medidas judiciais. De acordo com Ramos e Carrara (2006), desde a década de 80, o movimento homossexual brasileiro tem dado visibilidade aos crimes motivados pela orientação sexual, divulgando o termo homofobia para designar tais atos.
Para homens que fazem sexo com homens, a violência por parceiro íntimo inclui ameaçar “expor” a vítima para sua família, amigos e colegas de trabalho. Apesar de viverem experiências bastante próximas, Lionço evidencia o grande divisor de águas no acesso dos serviços de saúde referentes às mudanças corporais permanentes (2009, p. 55). Os alunos que se sentiram ofendidos convocaram a comunidade acadêmica, independentemente da identidade sexual, para um beijo coletivo beijaço no gramado da universidade a fim de desparasitar a farmácia Uspiana.
Ela não tem nada a ver com identidade de gênero, pois um homem pode se identificar como mulher, e mesmo assim, manter relações afetivas e de cunho sexual com outra mulher. A saúde mental e a comunidade LGBTQIAP+ Discutir a saúde mental no Brasil ainda é um debate extremamente estigmatizado, rodeado de preconceitos e até falácias.