Garantir os direitos dos migrantes, em especial o acesso à saúde, é necessário para que todos, inclusive a sociedade que os acolhe, beneficiem-se desse movimento. Essa é a principal conclusão do relatório sobre migração e saúde que acaba de ser divulgado pela revista científica britânica The Lancet em parceria com a University College London (UCL), na Inglaterra. A partir de evidências obtidas em extensa revisão de estudos sobre o tema, o documento contesta estereótipos e mostra o hiato existente entre os serviços de saúde disponíveis aos migrantes e suas reais necessidades.
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Isso tudo pode tornar menos precisos os estudos em escala global, de modo a tirar inferências deles para se definir políticas. Enquanto disciplina emergente, a Saúde Global tem como principais precedentes a saúde pública e a saúde internacional. Com a primeira compartilha o foco na saúde da
“Os temas dessas duas palestras estão relacionados com os desafios que a ETSUS terá que enfrentar nos próximos anos para realizar a formação de técnicos de nível médio preparados e qualificados para as dificuldades e potencialidades que o setor saúde e as sociedades, cada vez mais ‘globalizadas’ e tecnológicas, terão que enfrentar em um breve futuro”, aponta. Outro mito enfrentado é o de que as migrantes teriam taxas de fertilidade mais elevadas do que as nativas, o que levaria essas comunidades a crescer em ritmo mais rápido do que a sociedade que as recebe. Estudos realizados em seis países – França, Alemanha, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido – mostram que ocorre o contrário. À exceção das imigrantes turcas, as taxas médias entre migrantes são inferiores a 2,1 e apresentam tendência de queda, indicando que mal ultrapassam o nível da reposição populacional.
Por exemplo, na Vila Soma, em Sumaré, a distribuição de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade, combinada com a testagem da população, contribuiu para que as pessoas tivessem condições econômicas de manter o distanciamento social, reduzindo os impactos da Covid-19. "A pandemia não só revelou desigualdades, como as produziu e continua produzindo de forma gritante, nos resultados de saúde entre grupos populacionais". Os convidados debateram a necessidade de os diferentes profissionais, especialidades e instituições reunirem esforços para promover a saúde global. "Nossa meta é integrar saberes na Universidade e usar nossa expertise e estrutura para pensarmos em soluções para a sociedade", explica Marcelo Mori, coordenador do Hub.
Esta ilustração configura-se, assim, como um instrumento eficaz para a indução de ações homogeneizadas e políticas que consideram indicadores transculturais não alinhados às necessidade locais. Figuras como essa foram frequentemente encontradas nos documentos pesquisados para este trabalho, sendo típicas, portanto, das estratégias de argumentação escolhidas pelos organismos internacionais. Para além do seu uso retórico, o fenômeno político saúde global representa a construção de uma nova agenda para a saúde do mundo. As lutas e as discussões sobre política de saúde internacional deixam o território geográfico de países e regiões, e procuram impor uma “transterritorialidade” às demandas, às avaliações e aos procedimentos. Discussões sobre atenção primária, controle de doenças, avaliação de sistemas de saúde passam a constituir um painel para planejamento e ações globais, baseado na interdependência econômica e tecnológica dos estados-nacionais. Neste livro, são analisados conceitos sobre a saúde global sempre levando-se em conta que o olhar histórico é fundamental para compreender os desafios das políticas de saúde.
O objetivo do trabalho é discutir a construção da chamada saúde global, identificando seus usos políticos e epistemológicos. O uso retórico dos indicadores de saúde globais e suas relações com os processos de globalização são tratados como analisadores. Realizou-se pesquisa bibliográfica e documental, cuja análise partiu de uma perspectiva crítica e construcionista da produção de conhecimento e dos processos de globalização na saúde, tendo como referência a obra do sociólogo Boaventura Santos. Apesar do uso do adjetivo global, o trabalho destacou a disputa política e epistemológica em curso nas relações entre globalização e saúde, e o uso retórico de indicadores de saúde globais para a construção de políticas para países pobres e em desenvolvimento. Considerou-se que esta estratégia visa influenciar sistemas nacionais de saúde numa perspectiva transcultural e colonizadora, apagando os saberes, as tradições e modos de subjetivação locais. Como disciplina e área prática, a saúde internacional investiga a temática por meio do estudo dos processos e das relações que envolvem o poder mundial, afetando os perfis epidemiológicos e a organização dos sistemas de saúde em cada uma das nações.
A partir da criação destes indicadores, é posta em prática uma operação retórica na tentativa de persuadir a comunidade sanitária internacional e potenciais doadores, das demandas e necessidades de saúde no mundo. Neste sentido, o uso de gráficos, tabelas e mapas é fundamental como um dispositivo de avaliação e conformação de necessidades. Saúde global, portanto, indica a construção de novas estratégias – políticas e epistemológicas – de gerenciar, negociar e ofertar ideias na arena internacional, excluindo a dimensão dos estados-nacionais ao impor a interdependência dos mesmos a partir dos imperativos das necessidades “globais”. Visa analisar a dinâmica dos processos de globalização em relação às políticas, sistemas e instituições relacionadas à saúde e ao ambiente sustentável, com ênfase nas novas funções do Estado, nos sistemas internacionais de proteção social, nos movimentos sociais internacionais e nas transformações dos perfis demográficos. Objetiva, também, a realização de estudos críticos sobre relações e acordos internacionais; a diplomacia e os acordos externos de saúde e de meio ambiente, visando às seguranças sanitária, nutricional, alimentar e ambiental.
https://cisa.org.br/sua-saude/informativos/artigo/item/61-o-que-e-alcoolismo
Todavia, no Brasil ainda não havia até 2012 cursos de pós-graduação nível Doutorado que envolvesse os campos de conhecimento da Saúde Global e da Sustentabilidade, registrados na CAPES. Observe-se, também, que os indicadores são resultado da composição de um conjunto de dados que foram coletados em algum momento e que são partes integrantes do mesmo. O que se quer ressaltar com essa afirmativa que parece óbvia é que, para que se componha um determinado indicador, em boa parte das vezes, há que se ter, pelo menos, dois conjuntos de dados (variáveis) válidos e consistentes. Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.
A Saúde Global, incluindo os aspectos e visões médica e biológica, é focada na saúde e nas forças culturais, sociais, econômicas e políticas que a modelam pelo mundo. O processo da globalização é o motor da evolução do termo “Saúde Global”, que carrega
Por exemplo, achados de experiências localizadas ou de surveys isolados raramente são utilizados como base de apoio para a gestão em saúde ou, mesmo, para a promoção (ou formulação) de políticas. Este fenômeno apresenta contradições, disjunções e formas de organização social tão diversas que vão desde a dicotomia entre local e global até as contradições a respeito do papel do Estado-Nação na adesão/resistência à globalização. As consequências à saúde dos acidentes em usinas nucleares do Japão, devido a duas catástrofes da natureza, ocorridas em 11 de março, em cadeia um terremoto e um tsunami , ainda pertencem ao futuro. Mas a comunidade mundial começa a repensar esse sistema de produção de energia em um planeta que é de todos e de cada um. Mpox continua a representar desafios significativos de saúde pública que precisam de uma resposta robusta, proativa e sustentável”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Conforme o diretor da ETSUS, Newton Gonçalves de Figueiredo, as palestras discorrerão sobre assuntos que testam abordagens atuais para a formação de novos profissionais.